Jean-Michel Basquiat foi um dos mais importantes artistas plásticos de todos os tempos. E o primeiro artista plástico que realmente me chamou a atenção. Seus traços me encantaram logo na primeira vez que vi uma de suas obras. Os desenhos rústicos, rabiscos, referências a boxeadores e jazzistas, tudo, tudo produzido a partir de uma criatividade absurdamente intensa. Poucos artistas, em qualquer categoria da arte, foram tão intensos e criativos quanto Basquiat. No final do ano passado, tive o prazer de ver de perto uma de suas obras (Que pertenceu a Miles Davis). Fascinante.
E como acontece com a maioria dos gênios, sua obra transcende o plano visual e influencia em qualquer sentido. Não é a toa o tanto de citações sobre Jean-Michel Basquiat em músicas e textos. O seu estilo pessoal também chama muito a atenção. Existem dezenas de coleções e editoriais de moda inspirados em suas obras e estilo pessoal, além dos vários tênis com seus desenhos lançados pela Reebok, há alguns anos seguidos. Além disso, ele ainda estrela o “Downtown 81″ (Interpretando a ele mesmo), um filme sobre o underground de NY. Jean-Michel Basquiat é inspiração de sobra, em todos os aspectos.








Lembrei dele no show do Seun Kuti na Virada Cultural, no qual tinha um cara com uma camisa feita com estampa em stencil com o rosto dele. Muito foda.
Uma vez por mês — ou quando houver tempo livre —, poderia escrever sobre artistas negros. Sugeria Little Richard: excêntrico, rocker e maluco, tocando e fugindo da Ku Klux Klan.
Pra você, Jun: http://www.jean-michelbasquiattheradiantchild.com/
Viva a black culture