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Sam Cooke: 15 razões para amá-lo

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1) Seu primeiro grupo se chamava The Singing Children e era formado por Sam e seus irmãos. Na época, ele tinha apenas 9 anos de idade. O grupo acompanhava o pai, um pastor, em suas pregações por diferentes igrejas.

2) Aos 19 anos, em 1950, foi convidado a entrar no grupo gospel The Soul Stirrers como cantor principal, substituindo H. R. Harris, o cantor gospel mais importante e influente de todos os tempos.

3) Com seu talento, carisma e beleza, Sam foi responsável pela aproximação dos jovens e adolescentes da época com a música gospel. Mesmo fazendo parte de um grupo de música gospel, conseguiu o posto de sex symbol, visto que era idolatrado pelas mulheres que iam às apresentações. Fato completamente incomum.

4) A figura de Sam Cooke se tornou maior do que o grupo The Soul Stirrers. Em 1956, lançou sua primeira canção pop, chamada “Lovable”, sob o pseudônimo Dale Cook. O disfarce não funcionou muito bem, já que seu canto era único e inconfundível. Todos sabiam que Dale era Sam.

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5) Em 1957, com aprovação (Mas não contentamento) de seu pai, Sam tomou coragem para largar o grupo The Soul Stirrers e a música gospel para se tornar um artista pop. Seu primeiro single foi “You Send Me”, que alcançou a posição número um dos singles R&B para, em seguida, alcançar a posição número da Billboard.

6) “You Send Me” trouxe novos ares para o R&B, que logo viria a entrar numa nova fase e passar a ser chamado de soul music, sendo uma canção divisora de águas.

7) Sam Cooke conseguiu obter consecutivos sucessos comerciais, atingindo um público que abrangia negros e brancos, mulheres e homens, jovens e adultos. Foi o primeiro grande artista pop negro.

8) Além de visionário como cantor e compositor, Sam Cooke era um visionário como homem de negócios: foi capaz de negociar um contrato impressionante com sua gravadora, a RCA Records, se tornando o dono de suas próprias músicas. Um importante evento na história da indústria fonográfica. Também foi um dos primeiros artistas a fundar sua própria gravadora, a SAR Records, em 1961. Nela, Sam procurou expandir seus horizontes, compondo e produzindo novos e antigos grupos/artistas. Os primeiros contratados foram os membros de seu antigo grupo, The Soul Stirrers, seguido de outros artistas/grupos gospel que acompanharam Sam ao longo de sua trajetória. Sua intenção dar a oportunidade de sucesso aos amigos.

9) Ícone de estilo. Todos os artistas da soul music da época se vestiam e queriam ser como ele. Além disso, foi o primeiro a abandonar o alisamento e assumir seus cabelos crespos. Como na época Sam Cooke era o maior, todos foram no embalo e fizeram o mesmo.

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10) Era fanático por conhecimento. Possuía uma biblioteca em sua casa, com um grande acervo sobre a história afro-americana e afro-diaspórica. Tentava influenciar os artistas negros a terem mais conhecimento não só sobre sua própria história, mas sobre tudo o que acontecia pelo mundo. Dizia que, quanto mais conhecimento eles tivessem, melhores compositores seriam.

11) Em 1962, com o lançamento da canção “Bring It On Home To Me”, criou outro marco dentro da música negra e definiu a estética da soul music nos anos seguintes. Uma curiosidade: a canção tem a participação não-creditada de um certo cantor, que pode ser ouvida durante a música inteira. Esse cantor é Lou Rawls, um grande amigo de Sam Cooke (E, talvez, você o conheça por essa famosa canção).

12) Em 1963, o cantor quis gravar um álbum ao vivo num lugar pequeno, onde pudesse fazer um show diferenciado. O local escolhido foi o Harlem Square Club, um clube situado num bairro negro de Miami. Por conta do público quase exclusivamente negro, Sam pode se desprender um pouco de seu lado pop e soltar seu estilo mais agressivo de cantar, típico do gospel e do blues. Originalmente chamado de “One Night Stand”, o álbum foi vetado pela gravadora justamente pela agressividade dos vocais e da execução banda. O lançamento aconteceu apenas em 1985, quando as fitas foram redescobertas por um produtor executivo, 22 anos após sua gravação. O título foi renomeado para “Live at Harlem Square Club”. É considerado um de seus melhores álbuns e, mesmo com o gigantesco atraso de lançamento, é considerado por muitos o melhor e mais cru álbum ao vivo da história da soul music.

13) Muhammad Ali conquistou seu título mundial dos pesos-pesados em 25 de fevereiro de 1964, derrotando Sonny Liston. Na platéia, estavam presentes seus amigos Sam Cooke e Malcolm X. Logo após a vitória de Ali, Sam Cooke foi convidado pelo campeão a subir no ringue, sendo chamado por ele de “the greatest rock n’ roll singer”. Os dois ídolos mantinham uma forte relação de amizade, chegando até a gravar uma canção em parceria chamada “The Gangs All Here“, produzida (e provavelmente também composta) por Sam.

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14) Foi uma figura importante na luta pelos direitos civis. “A Change Is Gonna Come”, de 1964, é a música mais emblemática desse período. Com arranjos complexos e temática política, inspirou os que lutavam por direitos iguais e, não a toa, é trilha-sonora de dezenas de filmes e documentários que retratam a época. De um modo estranho, a canção também previu a trágica morte do próprio Sam Cooke, no mesmo ano.

15) É o artista mais influente da história da soul music e, consequentemente, um dos músicos mais influentes de todos os tempos. Definiu o som do gênero com sua incrível versatilidade e capacidade de criação. Definiu o modo como os cantores interpretariam suas canções após sua chegada, com sua técnica aprimorada e modos inovadores de cantar. Fosse em sua forma suave e elegante, em sua agressividade bluesy ou na mistura perfeita desses dois modos no mesmo fraseado. Conseguiu criar um novo jeito de compor, gravar e cantar. Jazz, blues, soul. Pop ou não. A importância de Sam Cooke é inquestionável.

Rastaman Wheel Out

Quem se lembra da minha postagem Rockers Style (Que é, por sinal, uma das melhores do Ubora)? Pois então. Eu achei que nunca veria uma manifestação atual fazendo referência a esse período, até ver esse videoclipe com cara de curta metragem do músico jamaicano Chronixx. Como já disse em postagens anteriores, esse efeito retrô é um fenômeno recente dentro da cultura afro-diaspórica. Não que, de fato, esteja rolando um revival do período setentista vivido na Jamaica, mas só de existir um bom artista que relembre esse período musicalmente e esteticamente já abre caminho para que outras pessoas conheçam, não deixando essa fase cair no esquecimento.

Quem já assistiu ao filme Rockers, de 1978, vai perceber logo de cara que o músico não quis apenas homenagear, mas fazer sua própria versão do filme. Chronixx faz as vezes de Leroy “Horsemouth” Wallace – o carismático protagonista de Rockers -, se metendo em problemas parecidos com os que ele se mete ao longo do filme. A canção tema faz parte do álbum “Dread & Terrible”, lançado em abril.

Ubora Podcast: R&B oitentista

E sai o primeiro podcast do Ubora!

Resolvi falar sobre um período musical que eu antes odiava, depois passei a amar e a odiar, mas agora amo muito mais do quê odeio (Embora ainda odeie um pouquinho): o R&B da década de 1980.  São pouco mais de 40 minutos não só de música, mas de muitos comentário feitos por mim sobre as músicas e sobre essa década intrigante. É isso!

Acessem o Podcast neste link: http://soundcloud.com/uborablog/podcast-r-b-oitentista

rick jjames

O Maranhão é a Jamaica Brasileira

Maranhão é uma terra de mistérios. Digo, mistérios para um paulistano como eu, que pensa que em São Paulo existe de tudo. Quando vi no youtube um show do Ken Boothe cantando no Maranhão fiquei desacreditado. Com o Dennis Bovell foi a mesma coisa. Ken Boothe é um cantor que está na ativa desde a década de 1960 e não é um astro idolatrado pela massa regueira “comum”. Assim como não é Dennis Bovell. Mas, no Maranhão, seus shows lotam. E esses caras sequer passaram por São Paulo. Aprendi que São Luís do Maranhão é “a capital brasileira do reggae” vendo um show da Alcione. Me intrigou mas não dei importância, nem procurei saber. Maranhenses dizem que lá é a Jamaica brasileira. Quando conhecemos um pouco dessa história fica difícil discordar.

As teorias mais prováveis apontam a chegada do reggae no Maranhão já no início da década de 1970, pouquíssimo tempo de sua criação. Alguns dizem é que os discos eram trazidos por marinheiros da Guiana Francesa, que os trocavam por outras mercadorias, mas essa é apenas uma das teorias. O fato é que o gênero tomou de assalto as ruas de São Luís e, em seguida, dominou as rádios. O povo sentiu e reconheceu a origem africana comum no som e o adotou como seu. Tão seu que nas terras maranhenses é comum dar o reggae como par, juntinho.

Um documentário de 15 minutos, gravado no ano de 1990, explica muito bem como o reggae bate no coração do povo maranhense. Assisti-lo é obrigatório: